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Dia Nacional da Preservação do Solo

No dia 15 de abril é comemorado o Dia da Preservação do Solo. A data surgiu para homenagear o nascimento do cientista Hugh Hammond Bennett (1881–1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos. Ele também foi o criador do Serviço de Conservação dos Solos americano. No Brasil, o dia é celebrado desde 1989, por meio da promulgação da Lei Federal n. 7.876, proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A celebração da data propõe refletir sobre a importância da conservação do solo, mantendo-o saudável por ser fundamental para a produção de alimentos, manutenção de florestas, na produção de água e entre outros serviços que são oferecidos gratuitamente pela natureza. Essas ações acarretam na estrutura do equilíbrio ambiental, afetando não só os animais e florestas, mas os seres humanos também.

A preocupação com os solos é decorrente dos impactos das atividades humanas, por meio da retirada de florestas e a utilização da terra para agricultura e pastagem. A questão acaba afetando na escassez de água, pois é por meio do solo que o caminho do ciclo da água acontece. Para se ter uma ideia, a função básica da terra é “produzir” água, por meio de garantir a infiltração da água, recarregando o lençol freático, que por sua vez alimenta as nascentes dos rios e esses abastecem os reservatórios. 

Entretanto, as atividades agropecuárias não podem ser consideradas totalmente vilãs da preservação do solo, já que são por meio delas, a produção dos produtos que alimentam todo o mundo. Contudo, por meio dessa visão equivocada, cientistas do solo propõem alternativas para a utilização da terra sem causar um impacto tão brusco ao meio ambiente, 

A exemplo dessas dinâmicas para um menor impacto ambiental é através do pastoreio rotacionado, no qual a ideia é o gado utilizando partes do solo de cada vez, assim a terra “descansa” renovando os seus nutrientes e podendo realizar sua função de absorver e reter água. A outra proposta é por meio da conhecida rotação de cultura, também deixando o solo repousar por um período para ser utilizado posteriormente. 

Há ainda uma alternativa proposta para a criação de culturas agrícolas tradicionais sendo plantadas entre espécies da vegetação local, proporcionando mais diversidade ao solo, enriquecendo a biodiversidade, e ainda é sem prejudicar os ganhos econômicos do agricultor. Assim, solo, floresta, água e seres humanos trabalham em conjunto, da mesma forma que influenciam o clima, a produção de alimentos e a manutenção da biodiversidade. 

A reflexão que fica é o quanto a vida está interligada à natureza e que tudo acontece de forma cíclica e conectada. Portanto, é melhor cuidar bem do solo hoje e garantir que no dia de amanhã, ele possa estar cuidado dos seres humanos também.

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